A pressa em contratar custa caro

 


Rodrigo Callegari*

Encontrar o profissional certo para a vaga certa é uma das decisões mais estratégicas dentro de qualquer empresa. Ainda assim, o que mais vemos no mercado é gente contratando com pressa — e pagando caro por isso. 

A urgência por preencher a vaga, a pressão por bater metas ou a ilusão de que “depois a gente treina” geram um dos maiores desperdícios empresariais: contratar o nome errado para o desafio certo. 

Treinamento não corrige falha de perfil. Pode até lapidar a técnica, mas não muda o comportamento, a motivação ou o alinhamento com a cultura da empresa. Se a pessoa não tem perfil para aquele tipo de entrega, não é o currículo que vai resolver. É o quanto ela “casa” com o que o cargo exige — em mentalidade, atitude e ritmo. 

A conta de uma contratação errada é pesada: 

Gera desgaste no time; 

Afeta os resultados; 

Aumenta o turnover; 

Derruba o moral da equipe; 

E ainda gera retrabalho para a liderança. 

Contratar errado é como colocar um peixe para subir em uma árvore: não vai dar certo, vai frustrar os envolvidos e o custo final será muito maior do que ter esperado um pouco mais para decidir. 

A diferença entre uma equipe que entrega resultado com consistência e outra que vive em crise está em como ela foi construída. Times fortes não se formam por sorte. Se formam por método, critério e visão de longo prazo. 

Empresas que contratam bem crescem com estabilidade. Elas investem menos em apagar incêndios, têm menos rotatividade e constroem ambientes de confiança e performance. 

Antes de contratar, o gestor precisa fazer uma pergunta honesta: 
Essa pessoa vai multiplicar ou consumir a energia do time? 
Forma 

Especialista em vendas, liderança e desenvolvimento de equipes de alta performance. 
Fundador da Callegari & Associados 
Instagram: @rodrigocallegari.oficial 


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